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Yoga na minha Vida

O Yoga ajuda a descobrir quem tu és... Tens coragem para saber a resposta?

Yoga na minha Vida

O Yoga ajuda a descobrir quem tu és... Tens coragem para saber a resposta?

De cabeça para baixo

Quando comecei a fazer Yoga, há 7 anos, percebi que havia uma postura que me deixava desconfortável... tão desconfortável que na minha mente só de imaginar me dava medo. Um medo que não sei de onde vem, um medo que se pensar não tem fundamento, ok,  mas ele estava lá. Estou a falar da invertida sobre a cabeça... e sim, sou eu que estou na foto de cabeça para baixo! :)

 

Quando comecei a formação, logo no primeiro encontro que tive com o meu professor, ouvi-o dizer que não é preciso ser fit nem fazer a invertida sobre a cabeça para ser professor de Yoga... Música para os meus ouvidos, até porque não sou magra, sou bem constituída e não tinha a mínima vontade de estar de cabeça para baixo sobre o pescoço... (com o tempo percebi que o Yoga vai muito além das posturas).

 

O tempo foi passado, fui aprendo as posturas e sempre que vinha a invertida, nem tentava, ficava sentada. É que nem contra a parede eu fazia... nadinha..sempre me recusei...

 

Até que... fui à India! :) 

 

A Índia é algo inexplicável para mim, jamais terei palavras para descrever o que senti nos dias em que estive em Rishikesh, mas isso fica para outro post! :)

 

Bom, em janeiro fiz uma viagem à Índia do Yoga com alguns professores meus de formação. Uma viagem de retiro e uma viagem onde nos iria colocar em contacto com a Índia do Yoga e ter aulas com professores reconhecidos a nivel mundial.

Tive aulas com o Prof. Rudra, o mestre direto de Iyengar, durante uma semana, que começou por ser 4 horas diárias e passou para 7h nos últimos dias... Diria que ele simpatizou tanto como o nosso grupo que se ia deixando estar a fazer o que sabe melhor, ensinar, e a transmitir todo o conhecimento que tem sobre o Yoga. 

 

Por várias vezes durante este período ele pedia-nos para fazer a invertida, mas as pernas não subiam...

 

Num dos dias fiz o pino, nem sei bem porque o fiz, mas já não fazia pinos há anos e achei sempre que os braços não iam aguentar com o peso, e soube-me bem estar de pernas para o ar... mas fazer o pino não é a mesma coisa que fazer a invertida. Fazer o pino é mais fácil.

 

Foi no ultimo dia em que tudo aconteceu. Quando ele nos pediu para fazermos a invertida, dirigi-me para a parede para tentar fazer. Pelo menos metade da invertida. Coloquei os braços em posição, cabeça no chão e junta às mãos e com os pés no chão, la fui tentando subir avançando com os pés até perto da cabeça e depois então dar o impulso para levantar as pernas. Duas tentativas falhadas, as pernas subiam e voltavam para o chão... apetecia-me desistir mas bolasss, Susana, estás na Índia, se não fizeres vais fazer quando? Foi o pensamento que tive no momento. Ou é agora ou nunca mais o fazes. Uma ultima vez e dessa vez o professor estava mesmo a passar por mim (devíamos de ser cerca de 40 alunos, e o prof. andava de um lado para o outro) e ao tentar levantar as pernas ele deu-me o impulso que eu precisava e lá consegui colocar as pernas para cima e encostar os pés à parede...

 

De cabeça para baixo, comecei a gritar literalmente (em português pois claro!) Marta, estou a fazer a inverida, Marta consegui fazer a invertida!!

Eu sei, estou a ver!!, Respondeu-me. Como se ela não tivesse percebido já que estava ao meu lado! A Marta foi a minha companheira de quarto na Índia :) Uma miúda do norte a morar em Lisboa super simples com muito conhecimento e um sotaque que me faz sorrir!

 

Estava tão mas tão feliz... eu sabia que ao fazer a invertida que estava a fazer muito mais do que uma simples postura. Sabia que estava a deixar cair barreiras à minha volta, sabia que estar de cabeça para baixo me iria fazer ver a vida sob outro prisma e com uma mente mais aberta... FOI BRUTAL!

Foi espetacular também perceber que os nossos receios estão apenas na nossa mente, e diria que todos eles são infundados e irreais.

 

Como costumo dizer foi preciso ir à Índia para fazer a invertida :)

 

Agora, e como seria quando regressasse a casa? Sabia que quando chegasse a Lisboa teria de tentar fazer em casa... sozinha.

Decidi que faria todos os dias um pouco até conseguir fazer. Foram vários dias a tentar, algumas vezes apenas por segundos na vertical, outros dias nem conseguia subir e sempre que conseguia, colocava os pés na parede. O próximo passo seria fazer a invertida sem colocar os pés na parede, e esse dia chegou claro! Com persistência e disciplina!

 

Até que no ultimo dia da formação fiz a invertida bem longe da parede apenas e só com um simples apoio de uma mão de uma colega!

 

E tu? Atreves-te a ficar de cabeça para baixo!?

 

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Hari Om!

Susana 

 

 

 

 

 

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